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17 ERROS

Cuide da sua máquina

17 ERROS


17 erros que acabam mais rápido com sua moto
 
Pegando carona na matéria publicada na Rockriders.com
(http://www.rockriders.com.br/index.php/conteudo-completo/dicas-para-motociclistas-equipamentos-documentos-viagens-de-moto/item/595-10-erros-que-acabam-mais-rapido-com-sua-moto), pois entendemos que são boas dicas, reprisamos aqui a matéria na íntegra e adicionamos outros aspectos relevantes baseados em experiências vivenciadas e na lógica natural.
 
Pelo motociclista Roberto Agresti... 
O motociclista Roberto Agresti é colunista especial para o site Auto Esporte do portal de notícia do G1, há alguns meses fez um texto bem interessante, esclarecedor não só para os mais novatos no motociclismo, mas também para os mais "velhacos", já que sabemos que esses últimos são cheios de "manias".
 
De certa forma esse texto sempre será atual. A lista vai desde a falta de manutenção de corrente, óleo e pneus em dia até maus tratos ao motor e embreagem, além de erros na hora de lavar. Dá uma conferida abaixo: 
 
1) Ignorar o óleo
Não basta apenas trocar o óleo no prazo recomendado pelo fabricante. Motores de motocicletas, em geral, são mais exigidos que os de automóvel. Especialmente nos motores refrigerados a ar, o óleo tem dupla função, lubrificar e refrigerar o motor, o que torna vital prestar atenção nele.
E mais: nas motos o óleo do motor cumpre papel duplo, pois, ao contrário dos motores automobilísticos, que têm óleo de motor e óleo de câmbio, nas motos o óleo é um só. Rodar com óleo vencido é um grande pecado, assim como é grave o descuido do nível recomendado. Habituar-se a verificar se a quantidade está correta pela varetinha (ou pelo mais prático visor, que há em alguns modelos) deve ser um ritual frequente.
Matéria sobre o tema:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=4
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/noticias.asp?id=1597
 
2) Mão colada na embreagem
Quanto menos usada for a embreagem, mais ela vai durar. Habitue-se a colocar o câmbio em ponto morto. Ficar com a mão apertando a alavanca de embreagem só se justifica se você souber que o sinal vai abrir rapidamente.
Outra coisa que "mata" a embreagem é o (mau) hábito de usá-la para dar a famosa "queimada" para fazer a rotação do motor subir levemente, o que pode até ser necessário em algumas situações (sair em uma rampa muito íngreme ou passar por um obstáculo de maneira suave, evitando trancos na transmissão). Porém, o melhor mesmo é usar a embreagem o mínimo e aprender a dosar o acelerador de modo correto.
 
3) Pneus murchos
Tudo de ruim pode acontecer com pneus murchos: furam mais facilmente e, se um buraco for muito malvado, a carcaça pode ficar comprometida, se rompendo e obrigando você à crueldade que é ter que jogar fora um pneu com cara de novo, mas que não presta mais.
Outro dano que pneus com pressão abaixo da indicada acarretam diz respeito às rodas, que ficam mais vulneráveis a amassados ou, pior, quebras. Em pneus sem câmara a roda tem papel crítico, pois, se entortar e/ou amassar, facilitará a perda do ar. Assim, sempre que for sair com a moto dê uma passada de olhos nos pneus e respeite a calibragem recomendada pelo fabricante, verificando-a no mínimo uma vez por semana.
Entenda o seu pneu:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/noticias.asp?id=1473
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=14
 
4) Amortecedor eterno
Alguns motociclistas acham que o amortecedor é eterno e jamais cogitam a troca. Eles vão se acostumando à perda da eficiência deste importante componente.
Na verdade, não importa se você anda devagar ou rápido ou se as ruas que você frequenta são bem pavimentadas ou não. Mais cedo ou mais tarde, será necessário trocar o amortecedor. Ou trocá-los, no caso de motos com um par de amortecedores na traseira.
Como o próprio nome diz, a função deles é amortecer: quando ficam velhos e perdem tal capacidade, causam em casos extremos trincas e até rupturas no chassi da moto, algo que definitivamente não é desejável. Na suspensão dianteira há necessidade de substituição do óleo e das molas internas. O modo mais fácil de verificar se a frente de sua moto está "cansada" é em frenagens mais fortes, pois nesta situação não deve nunca ocorrer o perigoso "fim de curso", ou seja, a suspensão perder a função, pois chegou ao batente inferior.
 
5) Desligar o motor na descida
É o famoso barato que sai caro: na ânsia de economizar combustível, muitos simplesmente desligam o motor e percorrem longos trechos em descida. Por que não pode? Porque o motor para de funcionar, mas a transmissão, não. As engrenagens internas do câmbio continuam trabalhando, acionadas pela corrente, e a lubrificação interna nessa condição não conta com a necessária (em alguns modelos) pressão da bomba de óleo, pois o motor está desligado.
Outra variedade desse hábito de graves consequências é deixar a moto deslizar estrada abaixo com a embreagem acionada e o motor em marcha-lenta. Nesse caso a bomba de óleo está funcionando, mas com pressão mínima, o que dá quase na mesma do que se o motor estivesse apagado 100%. E, além disso, neste caso, a embreagem acionada por longo período prejudica, como visto lá no alto, partes do sistema, principalmente a bucha da campana (em motos que a possuem). 
 
6) Corrente frouxa e ressecada
A vida útil de uma corrente e seus parceiros, a coroa e o pinhão (conjunto chamado de transmissão secundária), depende fortemente do quanto você vai lubrificá-la.
Não são componentes eternos, mas especialmente a corrente, podem "viver" muito mais caso recebam frequentemente um spray lubrificante adequado a este fim. É um tipo de óleo que tem como característica aderir à superfície e não ser arremessado rumo à sua calça nova ou, pior, à de sua passageira pela força centrífuga, quando a moto entra em movimento.
E o planeta diz obrigado também, já que o lubrificante específico para correntes de transmissão usado no lugar do mais popular óleo queimado de motor é ecologicamente mais correto. Outra ação que aumenta a vida útil da transmissão secundária é manter a corrente na tensão correta, nem muito esticada, nem muito frouxa.
Manutenção de corrente:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=34
 
7) Caixa de direção folgada
Sensibilidade é preciso, mas não muita, para notar que a caixa de direção afrouxou. O mais evidente sintoma são barulhos vindos da região abaixo do guidão, um "toc, toc, toc" que é mais fácil de perceber em ruas esburacadas. Sem o devido ajuste, o que seria apenas um pequeno probleminha solucionável por uma simples ação do seu mecânico e ferramenta apropriada se torna um custo mais alto, pois andar com a caixa folgada implicará na avaria dos rolamentos.
Para saber se os rolamentos já estão ruins, levante a roda dianteira do chão (coloque a moto no cavalete central ou, caso não haja, peça a alguém para inclinar a moto no cavalete lateral o suficiente para você fazer o teste...) e sinta se não há "calos" ao virar o guidão de um lado para o outro. Fazer isso em chão bem liso não é ideal, mas também funciona. Atenção: tão ruim quanto andar com a caixa de direção solta é andar com ela muito apertada, o que se nota pela dificuldade em girar o guidão. Neste caso, não só o rolamento sofre como a dirigibilidade fica prejudicada. 
 
8) Rotação baixa ou alta demais
Forçar o motor não é, como muitos pensam, apenas "esticar as marchas", usando-o em altas rotações por longos períodos. Tão prejudicial quanto é rodar em rotações muito baixas. Há motociclistas que têm preguiça de reduzir as marchas e deixam o motor cair de rotação exageradamente, um erro que se paga caro, pois isso reduz a durabilidade tanto quanto o oposto, ou seja, a rotação alta demais. O ideal é nunca abusar dos extremos. 
 
9) Lavagem com jato de água
Quando for lavar o motor cuidado com as máquinas que lançam jato de água com pressão. Motores (mas também componentes de suspensão) têm retentores cá e lá, dispositivos nascidos para, como diz o próprio nome, reter seja o que for o caso, óleo ou outro tipo de líquido.
Acontece que eles foram bolados para resistir principalmente à pressão de dentro para fora, e, quando recebem um jato de água na direção oposta, adeus. Outra vítima frequente desses jatos d’água sob pressão são os adesivos, especialmente aqueles das partes plásticas. O segredo, ao lavar a moto usando as "waps" da vida é não exagerar na proximidade do jato e evitar mirar em um só lugar por muito tempo. 
Matéria completa sobre o tema:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/dicas.asp?id=140
 
10) Gasolina batizada
Escolher qualquer gasolina nestes tempos de "safadeza generalizada" é mais do que arriscado. Nas motos com carburador, o efeito de uma gasolina "batizada" se percebe na hora: a moto falha, perde desempenho e, em caso extremo, deixa de funcionar.
Já nos modelos com injeção eletrônica o problema pode ser mascarado pelo sistema - mas uma dificuldade maior ao ligar o motor e, claro, perda de desempenho aliada a consumo elevado, dá bandeira que o combustível é ruim. E assim como nos automóveis, muitas das motos atuais têm suas bombas instaladas dentro do tanque e dependem de razoável quantidade de gasolina para funcionarem bem, evitando um mortal (para a bomba...) superaquecimento.
Matéria correlata:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/noticias.asp?id=1604
 

Acrescentamos o seguinte: 

 
11) Motocicleta estacionada por longo período.
 
Vários motivos podem determinar a necessidade da nossa Motocicleta ter que ficar na garagem por um longo período e nesse caso alguns cuidados são importantes para o retorno dela sem contratempos, vejamos:
- Manter o tanque de combustível cheio até a boca. Aí você pode dizer: Ah, mais a gasolina vai ficar velha!
Não é bem assim, e ainda que fosse, melhor é extrair a tal gasolina velha e trocar por gasolina “nova” do que ter prejuízos com sujeiras e ferrugens. Pouca gasolina no tanque deixa a maior área interna do tanque sujeita a ação da ferrugem e essa ferrugem, com o passar do tempo, irá se desprender e certamente obstruir o duto do combustível, pior, danificará a bomba de gasolina e causará sérios problemas nos injetores.
- Desligar o cabo positivo da bateria, fazendo isso não terá problemas para dar a partida. O máximo que irá ter que fazer quando for usar a Motocicleta é ajustar o relógio e só isso.
- Colocar a Motocicleta no descanso central e colocar uma “preguiça” ou cepo para manter o pneu dianteiro também fora do chão, assim evitará ressecamentos e não ficará “quadrado”, além de eliminar o esforço morto nos amortecedores.
- Lubrificar com óleo fino os “segredos” da chave de ignição e da tampa do tanque.
Obs.: JAMAIS USE GRAFITE. NÃO USE GRAXA E LUBRIFICANTES EM SPRAY.
Enfim, bom mesmo é, feito tais procedimentos, a cada semana funcionar o motor e deixar aquecer até a ventoinha “entrar”.
Matérias completas sobre o tema:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/dicas.asp?id=139
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=99
 
12) Superaquecimento do motor.
O motor tem que trabalhar aquecido, do contrário o dano é sério e, da mesma forma, superaquecido.
O placebo que trocadores de peças travestidos de mecânicos receitam é a retirada da válvula termostática, com isso esses caras assinam atestado de extrema burrice e incompetência, além de transformar sua Motocicleta em cobaia para seus empirismos.
NÃO SE RETIRA A VÁLVULA TERMOSTÁTICA.
Matéria completa sobre o tema:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/dicas.asp?id=133
 
13) Chupeta
Se o sistema não está gerando energia a tal chupeta em nada irá ajudar.
Um crime que se comete contra a bateria da Motocicleta é fazer a famosa chupeta utilizando a bateria do carro. A coisa é tão lógica que dispensa maiores comentários e explicações, pois basta lembrar que o sistema da Motocicleta varia em 9 e 14 amp e bateria do carro gira em torno de 55 a 90 amp. Não precisamos dizer mais nada.
 
14) Pito da roda
O pito da roda (tratando de pneus sem câmeras, pois se fosse pneus com câmera, o pito seria da câmera e não do pneu como muitos dizem) pode rasgar sim e isso se deve não à vibração ou efeito do vento conforme muitos sonhadores insistem em afirmar.
Ao calibrar os pneus, em razão da posição dos pitos e do tipo do calibrador, há necessidade de inclinar um pouco os pitos sendo justamente nesse momento que ocorre micros estragos, pois a parte metálica interna do pito (sede da camisa) vai “cortando” a borracha que o envolve.
Melhor mesmo é utilizar o pito curvo (45°); melhor ainda é substituir o pito original por pito curvo, até porque eles são fixados na jante com porca e arruela vedante.
 
15) Preventivo de furos
Não posso falar sobre algum possível efeito químico do tal preventivo de furos, aquele líquido verde, em contato direto com a borracha do pneu, mas posso afirmar de forma conclusiva que ele causa desbalanceamento da roda, portando na hora de colocar tal produto é bom avaliar os prós e contras. Será mesmo que “tampa” o furo?
Experiência:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=57
 
16) Lâmpadas
O funcionamento da lâmpada é fácil entender, basta pensar que a corrente elétrica fecha circuito com o terra através de um fio finíssimo em forma de espiral no vácuo de um recipiente ou bulbo hermeticamente fechado. A lâmpada incandescente aquece e todo aquecimento gera consumo e perda de energia. Se as lâmpadas incandescentes forem substituídas por lâmpadas de led, que não aquecem, o consumo de energia é mínimo, com isso a bateria terá a vida útil prolongada.
 
17) Excesso lateral
Todo muito sabe que se o guidom passa o resto da Motocicleta tem que passar, então por que instalar malas laterais que ultrapassam a largura do guidom mesmo sabendo que é infração de trânsito e fator comprometedor da segurança?
Quem instala essas supermalas, via de regra o faz objetivando carregar mais bagagens ou acham que é bonito, mas esquecem que a Motocicleta tem limite de peso a transportar. Via de regra esse excesso de peso é morto, haja vista que muita gente carrega o que não vai precisar, mas a vaidade e a desinformação...
Instale malas laterais que não ultrapassem a largura do guidom e transportem o estritamente necessário, assim, além de evitar acidentes, alivia o peso melhorando a relação peso/potência da sua máquina em viagens com garupa e bagagens.
Matérias correlatas:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/videos.asp?id=59
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/noticias.asp?id=1555
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/noticias.asp?id=1544
 
Autor: Luís Carlos Dantas de Carvalho – 17 erros – Junho/2014.
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