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VIAGEM

Projeto & Execução

VIAGEM


03/11/2014
Cada um tem a sua forma de preparo para executar uma viagem, seja ela longa ou curta e o conceito de viagem, se longa ou curta, varia conforme a mente de cada viajante. Uma viagem SSA/AJU/SSA(300km), pela primeira vez, será uma viagem longa. Para quem já anda em estradas, uma viagem SSA/Porto Seguro/SSA(710km) é uma viagem curta.

Quando se fala em viagem longa o entendimento é que se trata de viagem de vários dias e por locais distantes, normalmente são viagens interestaduais ou internacionais. Em particular, quando trato de viagem longa, prefiro utilizar o termo Tour, outros chamam de Expedição, e assim vai, mas aqui prá nós, conceitualmente Tour difere de Expedição.

Seja viagem curta ou viagem longa, o bom Motociclista sabe o precisa fazer e o que precisa ter a bordo da sua máquina, portanto aqui não há pretensão de ensinar a ninguém ou expor a minha filosofia como sendo um referencial, apenas tento transmitir a nossa humilde experiência obtida em pouco mais de 71.000 km de estradas, bem como importantes experiências de irmãos Motociclistas ora conhecidas em rodas de bate papo e em relatos postados na Internet, a exemplo:
http://www.rotasdaliberdade.com.br/noticias.asp?id=1666
http://viagemdemoto.com/viagens-pela-america-do-sul

Porquanto cada um tem os seus procedimentos para escolher o programa, projetar e executar, uma questão é unânime, é uníssona, a ORGANIZAÇÃO, a LOGÍSTICA, assim ouvimos em todos os relatos e depoimentos de sensatos viajantes. Em que pesem tais considerações, ainda há aqueles poucos que se arvoram em pegar estradas movidos pelo ímpeto do espírito easy riders, que também é uma aventura, porém, com o passar do tempo, vão aprendendo lições e se conscientizando ser pertinente uma boa organização.

Bem, fé, religião, crenças e sorte à parte, certo é que, com organização, sempre fui e voltei, e os dois únicos contratempos que enfrentei com nosso equipamento, primeiro uma Vulcan 750 (estator) e recente uma Bandit 1250S (pitos das rodas), ambos foram facilmente superados, justamente por estar “preparado”, mental e materialmente, para imprevistos.

Quero realizar uma viagem com minha Motocicleta, o que devo fazer?

SUGESTÃO

1. Tenha certeza de que conhece sua Motocicleta.
2. Defina quanto tempo você pode dispor.
3. Defina a época (mês) que você tem disponível.
(Obs.: essas duas definições não se aplicam a quem é vagabundo, segundo conceito do ex-Presidente FHC).
4. Defina os locais que pretende ir, empós verifique as condições climáticas para a época pretendida com base no histórico dessas condições climáticas. A questão não é a chuva e o frio e sim as enchentes e os desmoronamentos das encostas, muito comuns abaixo dos 15° de latitude S no Brasil e América Latina como um todo.
5. Se for o caso, conheça bem o ou os seus companheiros de viagem e as máquinas deles.
6. Inicie o projeto com no mínimo oito meses de antecedência, defina com no mínimo dois meses de antecedência.
7. Crie a rota de ida e volta e cheque nos sites especializados as condições das estradas.
8. Defina a rota de ida e volta.
9. Defina os percursos entre os pernoites ou estadias.
10. Defina os percursos entre os abastecimentos.
11. Elabore o mapa de cada percurso diário assinalando as paradas para abastecimento e demais observações pertinentes.
12. Reserve as hospedagens ou liste as hospedagens possíveis em cada local de pernoite ou estadia. Fique atento neste quesito, pois no município de pernoite ou estadia pode estar ocorrendo algum evento (festa, feira de exposição, congresso etc.).
13. Liste as concessionárias das marcas das Motocicletas que participarão da viagem, em todo os percursos.
14. Liste os atendimentos médicos/hospitalares cobertos pelo seu convênio ou seguro saúde.
15. Liste os postos da PRF e PRF. Tenha sempre anotado os telefones de socorro das concessionárias das rodovias por onde você navegará.
16. Liste os eventuais contatos em cada local de pernoite ou estadia.
17. Obtenha as coordenadas GPS de cada local de parada, pernoite, estadia e pontos turísticos que deseja visitar. Faça uma lista, insira os dados no seu GPS.

Exemplo:


18. Elabore um check list e proceda as verificações às vésperas da viagem.
19. Se sua viagem é solo, mesmo com garupa, não divulgue previamente os detalhes na Internet.
20. Tenha sempre em mente: Nada é menos previsto que o impossível e o que é sempre necessário prever é o imprevisto, portanto, não se surpreenda com as surpresas indesejadas, pois viajando de Motocicleta, principalmente quando nossas mulheres estão no banco traseiro, os imprevistos devem ser previstos, espere sempre o inesperado.
21. Estabeleça seu QG, sua casa, seus familiares, e mantenha contatos frequentes, assim você poderá ser rastreado no caso de alguma situação indesejada. Se sua Motocicleta estiver equipada com rastreador por satélite, melhor ainda.
22. Sempre leve esses medicamentos consigo, podem salvar uma vida, pergunte a seu médico.
Isordil sublingual
(http://www.medicinanet.com.br/bula/2880/isordil.htm);

Ácido acetilsalicílico (Aspirina Prevent 300mg)
(http://www.medicinanet.com.br/bula/689/aspirina_prevent.htm);

Dimenidrinato (Dramin)
(http://www.medicinanet.com.br/bula/2085/dramin.htm);

Dexclorfeniramina (Polaramine)
(http://www.medicinanet.com.br/bula/1861/dexclorfeniramina.htm).

Para uma viagem tranquila, menos incômoda, organizada e que lhe transmita maior sensação de segurança, é de bom alvitre estabelecer algumas regrinhas, principalmente quando se viaja em grupo. Essas regrinhas devem ser discutidas por todos para que seja estabelecido o consenso e assim se tornem objeto norteador para dirimir dúvidas e discrepâncias de opiniões no curso da viagem, pois há a presunção de que aqueles que viajarão aprovaram e se comprometeram com o que foi estabelecido.

Óbvio que não se trata de engessar o passeio com normas e regras, porém é bastante estressante e por vezes estremece amizades discussões sobre parada, pernoite, abastecimento e velocidade em pleno curso da viagem. É aí que reside a importância das tais regrinhas, é só seguir o que ficou avençado.

Vale ler os textos:

 

Nossos Comportamentos

          

Viagem em grupo


completando com a leitura do texto

Canis Faimilliaris, este reflete os dissabores com supostos amigos em viagem em grupo, principalmente quando um cafajeste, que se dizia seu amigo, acintosamente “dá em cima” de sua mulher.

A exemplo, segue aqui as regrinhas básicas que utilizamos em nossas viagens e que estão dando certo até hoje:

REGRINHAS BÁSICAS DE SEGURANÇA

¿ Quem se dispuser a integrar o grupo de viagem está comprometido em seguir as diretrizes contidas neste Programa, especialmente no que se refere às paradas para abastecimento e reagrupamento sob pena de pagar o almoço ou jantar, o que ocorrer primeiro, na cidade destino.

¿ Todos são adultos, legalmente habilitados a conduzir Motocicletas, aptos em estradas e com senso de equipe. Seremos uma equipe, mas cada um é irrestritamente responsável pela sua postura ética e moral e pelos seus atos.

¿ Motocicletas revisadas e sem defeitos conhecidos. Bagagens dentro dos limites naturais de peso e volume.

¿ Estamos passeando, portanto, além das paradas para abastecimentos, outras poderão ocorrer sem pressa e bem relaxado conforme as distâncias a percorrer e os horários a serem cumpridos dentro do limite de segurança.

¿ Não viajar à noite, o limite máximo é 17:00h, exceto se o destino estiver a 30 minutos ou 30km e se for por estrada principal.

¿ Dependendo da hora e da distância restante ao destino final as paradas não deverão exceder 20 minutos.

¿ As paradas estabelecidas neste Programa são OBRIGATÓRIAS, todos têm que esperar o último chegar para reagrupar, além de evitar pane seca. As distâncias entre abastecimentos foram calculadas com base no posterior local a abastecer, portanto podem ocorrer abastecimentos com 80km rodados quando o local posterior está a 200km do primeiro abastecimento.

¿ Obrigatório reagrupar nos entroncamentos, bifurcações e entradas de cidades, assim ninguém se perde.

¿ A hora é na hora, nem antes nem depois da hora. Combinou é para ser cumprido.

¿ Cada um anda no seu ritmo, porém deve-se andar a não menos de 100km/h, mas, ainda assim, os reagrupamentos aqui previstos serão obedecidos.

¿ As esperas nas paradas obrigatórias, exceto por motivo de força maior, não deverá exceder 10 (dez) minutos, para isso será considerada a velocidade de 100km/h para o percurso percorrido. O retardatário que ultrapassar esse limite de tempo dentro do critério matemático estabelecido pagará uma rodada de cerveja, por cada atraso, na primeira cidade em que todos possam consumir álcool.

¿ Os abastecimentos, checagem de óleo, água e pneus ocorrerão na véspera da viagem, antes de recolher ao hotel.

¿ Desvios dos roteiros pré-estabelecidos estão condicionados a concordância de todos (unanimidade) após avaliado o percurso e a segurança.

¿ Nas estradas, manter distância mínima de 30 metros e máxima de 300 metros, conforme a velocidade, assim, sucessivamente, o da dianteira têm o da retaguarda no retrovisor.

Comboio

¿ Nas paradas para abastecimento não agrupar todas as motos em um só ponto e ficar atentos a quem se aproxima, preferencialmente um deve ser o “olheiro”.

¿ Por questão de segurança e para evitar perdas de tempo, nas paradas para abastecer as mulheres saltam e se dirigem à lanchonete para fazer os pedidos enquanto as Motocicletas são abastecidas, enquanto isso, se possuir intercomunicador, não remover o capacete a menos que todos estejam juntos.

¿ Excesso de bagagens (peso e volume) não serão tolerados, pois comprometem a segurança, a ciclística, o conforto e geram atrasos. Quem insistir ficará por sua conta e risco.


Bagagens

¿ Bebida alcoólica e estradas é uma mistura imbecil, homicida e suicida, portanto, não seja mais um. Ninguém do grupo vai lhe proibir de consumir bebida alcoólica, mas se beber e pilotar, o problema é exclusivamente seu, ninguém vai perder tempo com você ou lhe emprestar guarita em situações provocadas pelo consumo de álcool.
http://www.rotasdaliberdade.com.br/noticias.asp?id=1668

DICAS A CONSIDERAR

1. Fazer reservas de hospedagens e passeios é bastante confortável, pois evitará transtornos com procura na chegada às cidades, além disso, você poderá barganhar valores, mas lembre-se, ao reservar, não diga que é grupo de Motociclistas, se limite a dizer o número de quartos que deseja. O inconveniente é que você, teoricamente, ficará preso ao cronograma da viagem. Por outro lado, não reservando, existem hotéis que fazem “cara feia” quando você chega no balcão, tudo sujo da estrada, procurando hospedagem.

2. Estando em uma cidade, telefone para o hotel da próxima e confirme a chegada.

3. Após pagar a reserva, escaneie o comprovante e insira no seu “manual”.

4. Imprima todos os e-mails de confirmação de reservas de hospedagens e passeios.

5. Não carregue muito dinheiro, mantenha em média R$ 400,00 em dinheiro, no mais, use cartão de débito ou crédito, caixa eletrônico existe em qualquer fim de mundo.

6. Não leve documentos e carteira de dinheiro/cartões no baú, pochete ou sacola de mão, melhor é colocar em saco plástico e carregar no bolso interno da calça. A mesma regra vale para celular.

7. Revise a Motocicleta com pelo menos uma semana antes de viajar, assim você terá tempo para rodar com ela e checar se tudo está ok.

8. Execute o check list de viagem na véspera da viagem, evite esquecimentos dos itens importantes, dos obrigatórios e dos imprescindíveis.

9. Arrume tudo na noite da véspera da viagem, complete o tanque de combustível e calibre pneus. Deixar esses procedimentos para a hora da saída irá atrasar, além de causar transtorno aos seus parceiros de viagem.

10. Tudo bem que a viagem é de passeio, mas para tudo dar certo, cinco conceitos devem ser imperativos:
• A hora é na hora, nem antes nem depois da hora.
• As decisões serão sempre por unanimidade, portanto, cada um deve ceder no seu ponto de vista, exceto pela imperatividade da segurança individual e do grupo.
• Obedecer rigorosamente as paradas estabelecidas, independentemente de qualquer coisa.
• Cada um tem seu ritmo de viagem, não imponha o seu nem aceite o dos outros, apenas OBEDEÇA as paradas previstas, são inclusive para reagrupar.
• Não rode à noite, o máximo é até 17:00h

11. Viajar de Motocicleta é uma aventura ímpar, nada de oba oba e vamo que vamo, não invente coisas, siga seu cronograma de viagem e os seus instintos de sobrevivência, não seja intransigente nem teimoso. A segurança e a integridade de um envolvem todo o grupo de viagem.

12. Máquina fotográfica e/ou filmadora sempre a postos.

13. Estacionar a Motocicleta fora do campo visual é assinar atestado de otário.

14. Antes de ir em algum lugar, se informe com quem conhece, evite surpresas desagradáveis.

15. Utilize os correios para despachar o que comprar em viagem evitando assim o excesso de peso na Motocicleta.

16. Lembre-se: você está na casa dos outros, RESPEITE, pois assim você será bem aceito e bem recebido quando em retorno. Faça amizades, é a melhor coisa.

17. Existem algumas importantes dicas de segurança, porém não irei expor aqui, seria “entregar o ouro ao bandido”, podemos conversar isso pessoalmente ou por e-mail após a devida confirmação de identificação (luiscarlosrotas@gmail.com).
Temos postado crônicas no web site do Rotas da Liberdade Moto Clube que abordam o o presente assunto e alguns pontos de vistas têm sido objeto de salutares discussões tendo como principal centro a quebra de “normas” estabelecidas (discutidas e combinadas), principalmente aquelas que dizem respeito às paradas compreendidas como obrigatórias e à velocidade de cada integrante do grupo de viagem. Não iremos aqui entrar no mérito, entretanto, devido à importância do tema, é interessante a leitura da crônica Abordagem pertinente.

Abordagem pertinente

OS PORQUÊS

Furo no pneu
Quem já passou a experiência sabe o quanto é trabalhoso e inconveniente, mas fazer o quê, a zorra furou, tem que reparar. O kit de reparação é acessório obrigatório e nele está o mini compressor de ar – existem modelos específicos para Motocicleta. As ampolas de CO² são eficientes, mas são limitadas ao número que você dispõe, além de descartáveis.
“Tarugar” o pneu é muito fácil, rápido e prático, aliás o que você menos precisa é ficar muito tempo parado na estrada. Se o “tarugo” for colocado na superfície do pneu que está em permanente contato com o asfalto, melhor é ir a um borracheiro e executar o reparo convencional, lembrando que o material para o reparo do pneu de Motocicleta diferencia do de carro, ele é mais elástico e reforçado na espessura. Esse procedimento é indicado porque ao “tarugar” o pneu sofre micro cortes na camada interna de malha e esses cortes tendem a aumentar devido ao esforço e temperatura. Quanto maior a velocidade, maior a temperatura, com isso o pneu fica “maior”, ou seja, ele expande, situação que força o entorno do furo “tarugado”.
http://www.rotasdaliberdade.com.br/noticias.asp?id=1473
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/noticias.asp?id=1667

Abastecimento
É um tema polêmico porque muitos acham que não precisa parar tanto para abastecer. Já abordamos o tema várias vezes no site do Rotas, convencemos alguns, outros, no entanto, são arredios às explicações lógicas e de bom senso e preferem arriscar.
É preciso se precaver para evitar pane seca. Em algumas ocasiões, após abastecer, o próximo abastecimento terá que acontecer com uns 50km, pois se não o fizer o próximo só acontece a 250km, aí você vai chegar lá só “no vapor da gasolina”, se é que vai chegar. Além disso, rodar com pouca gasolina corre fará com que os resíduos acumulados no tanque sejam sugados pela bomba e, por outro lado, com pouco combustível, a bomba não será resfriada devidamente sem contar que em algum momento de curva mais acentuada onde a inclinação da Motocicleta é necessária, a bomba pode funcionar sem gasolina.
Leia a matéria

Tanque cheio ou vazio.

Equipamentos/Acessórios/Adaptações

Trato este tema não só quanto ao aspecto comodidade, mas acima de tudo quanto ao aspecto segurança, pois não existe nada mais inseguro e inconveniente do que ficar quebrado na estrada.

Não abro mão de ter a bordo alguns equipamentos e acessórios, bem como algumas adaptações que podem decidir uma situação ou ao menos amenizar os transtornos.

Voltímetro – Instalado no painel, com ele posso ter a leitura do sistema elétrico em tempo real. Monitoro todo o sistema de geração e distribuição de energia e posso detectar algum funcionamento irregular e providenciar o devido reparo antes que a situação se agrave e cause danos em outros componentes.

Interruptor do farol – o farol é para andar aceso, entretanto, em uma situação emergencial quando existe falta de geração de energia, instalar um interruptor do farol permitirá reduzir o consumo de energia desligando o farol até o socorro elétrico mais próximo, a bateria agradece e seu bolso também. Por outro lado, necessitando funcionar o motor com a Motocicleta estacionada, poderemos desligar o farol por não haver necessidade de ficar aceso consumindo a bateria, já que em baixo rpm a bateria é que suporta o consumo.


Kit de reparo de pneu – além dos componentes comuns ao kit, um mini compressor de ar, pito sobressalente e as ferramentas específicas para retirar as rodas dianteira e traseira. Bom lembrar que nem todos os borracheiros de estrada terão as ferramentas e pitos sobressalentes.

GPS – Antes deles chegávamos aos destinos tanto quanto com eles, porém o GPS é perfeito em navegação em locais não conhecidos. Com o GPS você evitará perdas de tempo procurando os destinos; evitará paradas para pedir informações, situação que é de risco de assalto; com ele você determina o exato local em que está, inclusive para efeito de localização para qualquer tipo de socorro. Mas nunca dispense um bom mapa rodoviário.

Break light – Não são equipamentos para Motocicleta, mas pode ser adaptado na traseira. Principalmente sob chuvas ou neblina, o break light, quando configurado para intermitente ou flash (strobo), faz enorme diferença na sua visualização, o veículo que vier na retaguarda vê você de longe.

Led – Exceto obviamente o ou os faróis, substituir as lâmpadas de filamento por lâmpadas leds valerá o pequeno investimento: maior luminosidade; maior durabilidade; irrisório consumo de energia; não aquece.

Descanso de punho – O descanso de punho no acelerador é muito bom em estradas, mas no trânsito das cidades pode até ser perigoso, portanto, quando estiver no trânsito, é só dar um pequeno giro nele e evitar contato com o punho. Na estrada é muito bom porque em situação segura você pode relaxar as articulações dos dedos e a tensão dos músculos.

Trava do acelerador – Alguns chamam equivocadamente de piloto automático, outros cruise control. De piloto automático ou controle de velocidade não tem nada, apenas trava o punho do acelerador na posição que você quiser. Esse pequeno e simples mecanismo é muito útil, pois em condições segura em uma reta você pode travar o acelerador em determinada velocidade e exercitar o braço, punho e dedos.

Lubrificador de corrente – Quem está na estrada não pode ficar preocupado em sujar a Motocicleta, portanto para manter a corrente (conjunto) sempre lubrificado, vai sujar mesmo.
As graxas especificas disponíveis no mercado são excelentes, principalmente os sprays pela sua praticidade e poder de penetração. No entanto, sob chuvas fortes, essa lubrificação fica comprometida e aí você terá que fazer a lubrificação com maior constância, pois a água retira a graxa e o óleo. Além de fazer a lubrificação convencional, e para isso sou “chato”, instalei um sistema de lubrificação que injeta óleo SAE90 sobre a corrente a hora que eu desejar, assim não preciso parar e colocar a Motocicleta no descanso central para lubrificar o sistema. Ah, vai sujar sim, mas que importa, levo a Motocicleta no lava jato e tudo fica limpinho.

Vejam no endereço matéria acerca do assunto.
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=117

Ferramentas – Toda Motocicleta que se preza já vem de fábrica com as suas ferramentas básicas, mas faltam algumas. O alicate, por exemplo, o que vem no estojo é uma piada. O ideal é que você check as ferramentas objetivando verificar se todas têm uso específico em situações emergenciais, por exemplo, a Bandit 1250S possui um bom estojo de ferramentas, mas o tal alicate deixa a desejar; o estojo possui ferramentas para retirar a roda traseira, mas a dianteira falta uma chave “L” 12mm para retirar as pinças de freio.
Além do estojo completo que acompanha nossa máquina, tenho sempre comigo:
Chave “L” 12mm; chave 10/11mm; chave 7mm (para extrair ar das pinças de freio); chave de pito; alicate; conjunto de chaves allen”; abraçaceiras PVC; tiras de borracha de câmera de ar de bicicleta (excelente para reter vazamento de mangueiras); cola de sapateiro(Amazonas); massa epox(Durepox); cola industrial(Araldite); lanterna led; faca; lâmpadas e fusíveis sobressalente; um par sobressalente de manetes; um refil da bomba de gasolina.
Se você puder dispor de um carregar solar para bateria, melhor ainda.
Tudo forma um conjunto leve e com pouco volume, fácil de acomodar no baú ou malas laterais.

Faca – Não preciso falar da relevante importância da faca, mas tem que ser faca mesmo, nada de canivete.

Emenda de corrente – É sempre bom ter a bordo, mas aquele que tem os devidos cuidados jamais irá precisar desse item.
Como dizia A Blitz, “tá tudo muito bom, bom, tá tudo muito bem, bem, mas realmente...” nada disso importa se você não souber como fazer, e como ninguém nasceu sabendo, melhor mesmo é aprender, para isso basta ter as ferramentas certas, lógica, curiosidade e não se incomodar em sujar as mãos, no mais as ocorrências servirão de treino. Outro grande aliado nesse aprendizado é a Internet, existe um vasto número de vídeo aulas. Você poderá não se tornar um mecânico profissional, mas certamente não passará apertos ou será enganado.

Faça um tour pelo endereço abaixo e encontre bons textos e excelentes dicas, principalmente aquelas acerca do tema e tópicos aqui abordados.
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp

Encerrando, cito o endereço abaixo onde pode ser visto um Manual de Viagem executada, quiçá possa servir de modelo.

Clique AQUI

 

Luís Carlos Dantas de Carvalho (Lula)

Presidente do Rotas da Liberdade Moto Clube

 


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