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Comboio, beleza e riscos.

Reflexão

Comboio, beleza e riscos.


12/09/2016

Na verdade estamos replicando um tema já abordado pois merece a atenção daqueles que insistem em uma prática incongruente com a segurança individual e coletiva.
(http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/dicas.asp?id=61)

O prazer, a sensação de estar em comboio cada um descreve do seu modo, porém todos convergem a um só ponto e aqui poderíamos resumir: é gostoso!

Prazeres e sensações à parte, abordemos o que interessa, a segurança.
Motoqueiros, tradicionais copiadores de americanos do norte e alguns remanescentes dos tempos do FNM, fusca e Gordini insistem na tese de que andar em comboio é o ideal porque um está próximo ao outro, assim um poderá proteger o outro (referem-se a acidente).

Ora bolas, de que forma você, pilotando sua Motocicleta, poderá evitar um acidente com o seu amigo que está ao seu lado em outra Motocicleta? Ah! Mas se estiver ao lado pode socorrer de imediato. Tese natimorta, para não dizer, idiota.

Defensivamente temos que pensar que um carro, caminhão ou ônibus poderá ultrapassar uma formação em comboio que via de regra “anda se arrastando pela estrada” e se o condutor de um desses veículos vislumbrar a aproximação de um veículo em sentido contrário certamente irá “dar um chega prá lá” na Motocicleta ou Motocicletas. Aqui vale citar o artigo 203 do CTB que estabelece, em cinco incisos, infrações de ultrapassagem pela contramão de direção (ou seja, somente ocorrem estas condutas, em via com mão dupla de direção, em que o condutor utiliza a faixa do lado esquerdo, para realização da manobra irregular), sendo necessário esclarecer que, tendo em vista o conceito técnico (do Anexo I do CTB), para que seja considerada ultrapassagem, o infrator deverá realizar o “movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem”, em outras palavras, dupla ultrapassagem configura trafegar na contramão, portanto, infração de trânsito. Assim, se, por acaso, o veículo permanecer na contramão, sem retornar à faixa de origem, terá ocorrido outra infração, prevista no artigo 186, inciso I: “Transitar pela contramão de direção em vias com duplo sentido de circulação, exceto para ultrapassar outro veículo e apenas pelo tempo necessário, respeitada a preferência do veículo que transitar em sentido contrário”.

Temos que considerar também que à nossa frente, em comboio, pode ter um escravo de celular, um alérgico a mosquito, um sonhador ou uma gazela assustada e se um desses se descontrolar teremos o efeito dominó.

Além dessas considerações, hipóteses plenamente possíveis de se verificar, quem navega em estradas sabe, e muito bem, da importância de manter distância dos demais veículos por diversos fatores de risco, entre eles, por exemplo, o arremesso de uma ponta de cigarro aceso.

Muitos Motociclistas têm histórias de comboio e a maioria sabe o que é comboio, sua origem, sua razão, seus prós, seus contras. Um comboio institucional, por exemplo, está voltado para a segurança de alguma coisa ou de alguém e ninguém se atreva a tentar “furar” o comboio, não vai conseguir nem que a consequência seja um grave acidente. Com Motocicletas não pode ser assim, mesmo porque, ante uma força maior, cessa a menor, MAS tem gente (motoqueiros) que não entendem assim e de forma inconsequente tentam interceptar qualquer veículo que tente “furar” o comboio de Motocicletas, eu já vi isso, sou testemunha.

Outra regra esdrúxula imposta por certos MG diz que ninguém pode ultrapassar o Presidente do Clube ou Grupo. Isso não é piada, é real, é fato.

Um “desfile” em zona urbana e mesmo em estrada exige prévia comunicação às autoridades de tráfego e é imprescindível a presença de batedores oficiais para a segurança de todos. Um Motociclista civil poderá e deverá colaborar, mas ele não tem prerrogativa para controlar e/ou interceptar o trânsito, é ilegal. Em SSA/BA temos um exemplo constante nos passeios de motos em zona urbana e as autoridades nada fazem para coibir tamanha ilegalidade, pior é o Motociclista que “confia” na interpretação desses pseudo-batedores.
http://www.rotasdaliberdade.com.br/rotasdaliberdade/videos.asp?id=24

Deseja executar um projeto de viagem tranquila, sem sobressaltos, aqui seguem algumas recomendações básicas (não são nossas, são da vida):
¿ Escute os Motociclistas mais experientes, não os motoqueiros mais falantes.
¿ Conheça a sua velocidade de viagem, é fácil, é a velocidade que lhe é confortável; lhe transmite sensação de segurança; lhe empresta prazer. É a sua zona de conforto.
¿ Não exija que os demais desenvolvam a sua velocidade, assim como não aceite que lhe imponham a velocidade.
¿ No primeiro percurso da viagem observe o ou os demais do grupo de viagem, dessa leitura você colherá importantes informações.
¿ Não importa a velocidade, bom é manter o companheiro no horizonte do seu retrovisor.
¿ Programe e estabeleça obrigatoriedade de paradas a cada 100, 120 ou 150km, pois além de abastecer a Motocicleta, fazer uma checagem rápida, alongar as articulações e beber água, haverá o indispensável reagrupamento. Via de regra, um retardatário, mesmo lento, não demorará a chegar, entre 5 a 20min, se ultrapassar esse tempo, vá procura-lo, algo aconteceu, mesmo uma simples parada para fotografar o mosquito da dengue.
¿ Surge a situação de ultrapassagem, execute, acelere o que puder e retorne a sua pista de direção sempre deixando a “porta aberta” para seu companheiro que lhe seguiu na ultrapassagem, até porque ele vem mais “lançado” que você.
¿ Se o companheiro de viagem é arredio aos princípios de equipe, viaje só, porque, na verdade, um Motociclista NUNCA está sozinho na estrada.
¿ Etc. etc.

Por outro lado existem aqueles que não estão nem aí para nada, o negócio deles é distribuir para Deus a sua proteção e “vamo que vamo”. Para esses o presente texto será atribuído a um lunático, um surtado, e irão “descer o pau” em críticas, mas como todo extremista, críticas carentes de argumentação e fundamentação.

Bem, espero que o retorno a esse tema traga reflexão sempre objetivando a segurança de cada um de nós, quer individual, quer coletiva.

 

 


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