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Editorial

Convenhamos

Editorial


10/11/2016

Antes de empregar o termo “facção” referindo-se a MC ou MG domiciliado em outro Município que não o do MC ou MG titular é preciso conhecer o significado e o conceito da palavra para não cometer desatenção e até mesmo grotesca gafe.

Filosofias e pontos de vistas à parte, o objetivo é emprestar a devida importância ao qualificar ou se referir a uma “filial” ou “regional” de um MC ou MG, haja vista que o emprego de termos que sabidamente induzem à ideia de estado de litígio, conflito, falta de concordância, desavença, antagonismo, divergência, dissidência e discrepância, todas essas palavras significados de facção, em que pese um dos seus sinônimos ser “grupo”, não fazem bem aos ouvidos e aos conceitos nos tempos atuais, pois em um dos seus conceitos, “facção” se refere ao viés de amotinados ou de pessoas revoltadas. Enfim, este termo geralmente se refere a um determinado grupo de pessoas, muitas vezes com a mesma crença ou ideologia, procurando algo em particular e se opondo a certas circunstâncias em comparação com a maioria e pode chegar a adotar atitudes ou comportamentos radicais extremistas não sendo admissível, ou ao menos prudente, pessoas e entidades de bem se associar a comportamentos e atitudes repreensíveis pelo simples fato de que “quem com porcos se mistura, farelos come”.

Se utilizarmos o termo “facção” para referir-se a um MG, encontraremos uma redundância, pois se facção também é sinônimo de grupo, então estaríamos dizendo “grupo Moto Grupo” ou “grupo Moto Clube”, ou seja, nada.

Outrossim, empregamos o termo facção quando nos referimos a grupos criminosos que são dissidentes de um grupo que do mesmo fazem parte. No popular, facção remete a um grupo criminoso.
Facção, ainda que não se trate de grupos criminosos, também se aplica, não de forma usual, a um pequeno grupo, dentro de um grupo maior, que diverge, discorda, que é antagônico ao grupo maior.

Sob tais aspectos não há razão convincente, ao menos razoável, para um MC, exemplo MC 1234, estabelecido em Salvador/BA, ter integrantes em outros municípios e em cada um destes se dizer “facção” do MC 1234. Ao se auto titular “facção”, se qualificam como divergentes, dissidentes, antagônicos ou algo do gênero, dessa forma é incoerente e ilógico usar o nome do MC 1234, racional seria criar um MC ou MG.

Então, por que Facção?

Se queremos conquistar respeito, antes devemos nos respeitar, a começar como nós mesmos nos rotulamos. Vemos, por exemplo, o termo motoqueiro que hoje, notoriamente, se tornou significado ou identificador de marginal (à margem da lei; não cumpridor da lei) ou baderneiro que conduz Motocicleta.

Sendo assim, pequenos detalhes fazem grande diferença e um deles é a inconsequente e descabida palavra “facção” no âmbito do Motociclismo.

Precisamos, ou melhor, devemos evoluir nos arcaicos conceitos, deveras obsoletos, ora mantidos por mero desconhecimento, pelo “ouvi dizer” ou pelo simples saudosismo imaturo.

 


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